Apegar-se ou Fluir?

Apegar-se ou Fluir?

Mesmo com as nossas diferenças pessoais, até que nos saímos bem ao lidar com as frustrações cotidianas, não é?

Adoramos aquele sapato, na vitrine, mas não tem o nosso número. Ah, que pena…Bom, vamos procurar outro.

Estudamos como nunca para aquele concurso, que poderia resultar num bom emprego, mas não entramos. Puxa, ficamos chateados, Mas tudo bem, uma hora há de dar certo.

Nos apaixonamos por aquela casa à primeira vista. Quando conseguimos o financiamento, ela já tinha sido vendida. Ah, queríamos tanto, bem, paciência. Aparecerá outra melhor. Não é mais ou menos assim?

De um jeito ou de outro, nos conformamos com certa facilidade diante dessas situações que correspondem a um “não”.

Por que será, então, que as coisas se tornam tão complicadas, tão dolorosas, quando esse “não” acontece na área afetiva?

Digamos que adoremos a bendita criatura; que já tenhamos demonstrado o nosso amor de todas as maneiras possíveis; que a tratemos com ternura, dedicação, calor… Enfim, que estejamos cheios de boa-vontade, acreditando na possibilidade de alguma troca feliz. Mas que, ainda assim, a criatura não queira continuar conosco (às vezes não quer nem começar!).

Não é mesmo? Se já dissemos tudo o que havia pra falar, se já deixamos tudo claro em atitudes, e o outro diz “não”, então é “não”. Ou, não é?

Essa questão pode ser complicada (especialmente para quem ainda acredita em complicação – olha a crença aí:).

Tem o nosso coração, e a nossa cabeça…

Tem a cabeça do outro, e o coração dele…

Tem os sinais que um manda para o outro, e que podem ter conotações completamente diferentes se recebidos pela cabeça ou pelo coração…Ficamos confusos…

Perguntamos:

Porque é que ele não quer (ou perguntamos pra ele, mesmo). Mas, de que adianta saber? E quem disse que a resposta seria verdadeira? É bem possível que nem ele saiba direito identificar o que é que sente – que resposta tão importante poderia ser essa? Mudaria o quê?

Por que será que ficamos assim, de pires na mão, esperando por um mísero carinho? Por que será que parece tão difícil dizer:

“Esta bom, então já vai tarde!” – e virar as costas, e ir cuidar da nossa vida?

Bom, em algum momento vamos ter que bater um papinho com o nosso coração, pra saber se ele está feliz com essa nossa disposição de continuar devotando ao outro esse afeto.

Puxa. Queremos dar e receber com a mesma qualidade, não é? Merecemos isso, já sabemos. Então, é deixar ir, é nos desapegarmos, é nos propormos a começar tudo outra vez, com medo ou sem medo.

Na verdade, não há nada que segure aquele que não quer ficar. Mesmo usando de manobras ou artifícios, ninguém consegue prender uma pessoa.

Quando muito, poderá garantir por certo tempo a presença física, mas o outro já escapou na energia, nos pensamentos, nos sentimentos. De que adianta?

Deixar ir, portanto, não se refere ao outro – refere-se a nós mesmos. Ele já está lá, nele, na vida dele. É de dentro de nós que precisamos deixá-lo sair…É dizer, sinceramente não pra ele, mas pra nós:

Vá. Eu te liberto. Eu me liberto. Vá com as minhas bênçãos.

Agradeço a sua participação na minha vida. “Agora vá.”.

Dessa maneira, rompemos as ligações, os “ganchos” energéticos que se formam de um para o outro, especialmente quando há sentimentos fortes.

Falando em sentimentos, convêm lembrarmos que, para a Metafísica atual, a sabedoria está em deixarmos o coração sentir livremente, e usarmos o autodomínio para controlar a cabeça, os pensamentos. É assim que poderemos atravessar essa fase de desapego de um jeito mais sereno, equilibrado, sem tanta dor.

Solte-se, Liberte-se e descobrirá que a vida é mais leve e feliz!

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